Suplementar ou não? Quando as vitaminas (Ferro, D, B12) são realmente necessárias para a criança

A ideia de que “toda criança precisa de um polivitamínico para abrir o apetite” é um mito. Vitaminas não são doces e a suplementação deve ser sempre baseada em necessidades reais, comprovadas por exames ou protocolos de saúde pública. O excesso de vitaminas (hipervitaminose) pode ser tão prejudicial quanto a falta delas.

Algumas suplementações são rotineiras. A Vitamina D, por exemplo, é recomendada pela Sociedade Brasileira de Pediatria para quase todos os bebês desde a primeira semana de vida, devido à dificuldade de exposição solar segura e suficiente. Já o Ferro é frequentemente suplementado de forma profilática (preventiva) até os dois anos, devido à alta demanda do organismo para o crescimento cerebral e físico.

A Vitamina B12 merece atenção especial em famílias que seguem dietas vegetarianas ou veganas, ou em crianças com síndromes de má absorção intestinal. Antes de oferecer qualquer frasco de suplemento ao seu filho, consulte um especialista para entender a dosagem correta e se há real necessidade, garantindo que o organismo receba apenas o que é preciso para florescer.

As informações acima têm finalidade educativa. Cada pessoa é única e pode precisar de orientações específicas. Se você apresenta sintomas ou deseja um diagnóstico preciso, agende uma consulta.

Dra. Vannessa Passos Moreira

Gastropediatra

CRM 20751 BA | RQE 13660 | RQE 13661