“Dra., meu filho não come nada!” Esta é uma das queixas mais comuns no consultório. No entanto, é preciso diferenciar o que é uma redução fisiológica do apetite de um sinal de alerta médico. Após o primeiro ano de vida, o crescimento da criança desacelera naturalmente em comparação com os primeiros meses, o que faz com que ela precise de menos energia e, consequentemente, coma menos.
Existem também as fases de seletividade alimentar, comuns por volta dos dois anos, onde a criança começa a recusar alimentos que antes aceitava. Isso faz parte do desenvolvimento comportamental. Contudo, devemos ligar o sinal de alerta quando a falta de apetite vem acompanhada de outros sintomas ou prejuízos físicos.
Quando se preocupar:
- Parada no ganho de peso ou perda ponderal.
- Palidez excessiva e cansaço constante.
- Vômitos frequentes, diarreia ou dor abdominal após as refeições.
- Atraso no desenvolvimento neuropsicomotor.
Se a criança está ativa, brincando bem e mantendo o crescimento na curva de saúde, essa “falta de apetite” pode ser apenas uma fase. Mas, se houver qualquer dúvida ou sinais de prostração, uma avaliação com a gastropediatra é essencial para descartar deficiências nutricionais ou doenças ocultas.
As informações acima têm finalidade educativa. Cada pessoa é única e pode precisar de orientações específicas. Se você apresenta sintomas ou deseja um diagnóstico preciso, agende uma consulta.
Dra. Vannessa Passos Moreira
Gastropediatra
CRM 20751 BA | RQE 13660 | RQE 13661





